Showing posts with label Cidadania. Show all posts
Showing posts with label Cidadania. Show all posts
Friday, April 20, 2012
Friday, March 25, 2011
"Geração à Rasca - A NossaCulpa", por MIA COUTO
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que *educaram* os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as
agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se
das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração
mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro
emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra
(quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se
entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de
adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos
não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos *qualquercoisaphones ou pads,* sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por
isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram
que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas
décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum.
Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e
interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença
entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi
ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem
são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são
empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último *Prós e Contras*) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns
acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que *educaram* os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as
agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se
das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração
mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro
emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra
(quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se
entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de
adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos
não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos *qualquercoisaphones ou pads,* sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por
isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram
que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas
décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum.
Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e
interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença
entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi
ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem
são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são
empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último *Prós e Contras*) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns
acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Tuesday, August 24, 2010
Mar é de todos
«O mar é de todos nós; pescadores submarinos são portugueses de pleno direito!»
http://www.peticaopublica.com/?pi=APPSA
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar:
" Exmº. Senhor Presidente da Assembleia da República
Todos os portugueses são iguais perante a lei. Os praticantes de pesca submarina são portugueses de pleno direito!
Nos termos do artigo 52º da Constituição da República Portuguesa, submetemos à Assembleia da República, a petição que se segue.
Do estudo efectuado pelo Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, pode concluir-se que a pesca submarina é a arte de pescar que menos pesca. Apenas 0,01%, contra 0,5% da pesca lúdica não submarina (à linha) - percentagens do universo das capturas da pesca profissional desembarcada em lota. Segundo o estudo Spearfishing, cada praticante da pesca submarina, pesca, em média, 25 vezes por ano; e segundo o estudo sobre a Pesca Recreativa de Costa, do mesmo Centro de Estudos da Universidade do Algarve, cada pescador lúdico não submarino, pesca, em média, 65 vezes por ano.
Segundo os registos do Ministério da Agricultura e Pescas, foram emitidas em 2008, 14 000 licenças para a pesca lúdica submarina e 185 000 para a pesca lúdica não submarina. Isto confirma que são os pescadores submarinos os que menos pescam ao longo do ano; e menos anos têm para pescar ao longo da vida!
Acresce que é ainda a pesca submarina a única arte de pesca selectiva – todas as outras são aleatórias; de facto, o pescador submarino é o único que vê a presa antes de a capturar e abstém-se de o fazer na presença de um juvenil, de uma espécie protegida ou proibida.
A pesca submarina é a arte de pesca mais sustentável do ponto de vista ambiental. O preâmbulo da portaria 144/2009, refere expressamente que é uma actividade selectiva e amiga do ambiente!
As Resoluções do Conselho de Ministros 141/2005, 175/2008 e 180/2008 vieram, respectivamente, interditar a prática da pesca submarina em Arrábida/Sesimbra/Espichel, no Litoral Norte e no arquipélago das Berlengas; locais onde todas as outras formas de pesca, profissionais e lúdicas, são permitidas, ainda que condicionadas.
Esta medida, desigual e incompreensível, porque incide justamente sobre a arte de pesca que menos pesca, consubstancia uma discriminação negativa e viola o princípio da igualdade. Por outro lado, se a protecção ambiental é assegurada através da imposição de condicionamentos sobre as artes de pescar que mais pescam, então, a interdição, pura e simples, da pesca submarina, peca ainda por excessiva e consubstancia, ela própria, uma violação do princípio da proporcionalidade.
Os signatários vêm, por isso, propor a revogação dos artigos 34º alínea q), 38º, alínea i) e 31º, alínea p), das referidas Resoluções, respectivamente, que proíbem a pratica da pesca lúdica submarina nas zonas sob a sua tutela, propondo que a mesma seja condicionada à semelhança do que sucede com a pesca lúdica à linha, e apenas interdita onde todas as outras artes de pesca também o sejam.
Os signatários entendem que o mar português é de todos os portugueses e a sua fruição não pode pertencer apenas a alguns. Entendem e desejam uma protecção dos ecossistemas numa lógica de conformação com o usufruto ambiental. Aceitam por isso as reservas integrais mas já não podem aceitar as áreas marinhas protegidas onde todos podem pescar, com excepção apenas daqueles que, paradoxalmente, são os que menos pescam e os mais sustentáveis ambientalmente – os pescadores lúdicos submarinos.
Há que distinguir a verdadeira protecção ambiental, dos interesses que nada têm a ver com ela!...
Os signatários "
http://www.peticaopublica.com/?pi=APPSA
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar:
" Exmº. Senhor Presidente da Assembleia da República
Todos os portugueses são iguais perante a lei. Os praticantes de pesca submarina são portugueses de pleno direito!
Nos termos do artigo 52º da Constituição da República Portuguesa, submetemos à Assembleia da República, a petição que se segue.
Do estudo efectuado pelo Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, pode concluir-se que a pesca submarina é a arte de pescar que menos pesca. Apenas 0,01%, contra 0,5% da pesca lúdica não submarina (à linha) - percentagens do universo das capturas da pesca profissional desembarcada em lota. Segundo o estudo Spearfishing, cada praticante da pesca submarina, pesca, em média, 25 vezes por ano; e segundo o estudo sobre a Pesca Recreativa de Costa, do mesmo Centro de Estudos da Universidade do Algarve, cada pescador lúdico não submarino, pesca, em média, 65 vezes por ano.
Segundo os registos do Ministério da Agricultura e Pescas, foram emitidas em 2008, 14 000 licenças para a pesca lúdica submarina e 185 000 para a pesca lúdica não submarina. Isto confirma que são os pescadores submarinos os que menos pescam ao longo do ano; e menos anos têm para pescar ao longo da vida!
Acresce que é ainda a pesca submarina a única arte de pesca selectiva – todas as outras são aleatórias; de facto, o pescador submarino é o único que vê a presa antes de a capturar e abstém-se de o fazer na presença de um juvenil, de uma espécie protegida ou proibida.
A pesca submarina é a arte de pesca mais sustentável do ponto de vista ambiental. O preâmbulo da portaria 144/2009, refere expressamente que é uma actividade selectiva e amiga do ambiente!
As Resoluções do Conselho de Ministros 141/2005, 175/2008 e 180/2008 vieram, respectivamente, interditar a prática da pesca submarina em Arrábida/Sesimbra/Espichel, no Litoral Norte e no arquipélago das Berlengas; locais onde todas as outras formas de pesca, profissionais e lúdicas, são permitidas, ainda que condicionadas.
Esta medida, desigual e incompreensível, porque incide justamente sobre a arte de pesca que menos pesca, consubstancia uma discriminação negativa e viola o princípio da igualdade. Por outro lado, se a protecção ambiental é assegurada através da imposição de condicionamentos sobre as artes de pescar que mais pescam, então, a interdição, pura e simples, da pesca submarina, peca ainda por excessiva e consubstancia, ela própria, uma violação do princípio da proporcionalidade.
Os signatários vêm, por isso, propor a revogação dos artigos 34º alínea q), 38º, alínea i) e 31º, alínea p), das referidas Resoluções, respectivamente, que proíbem a pratica da pesca lúdica submarina nas zonas sob a sua tutela, propondo que a mesma seja condicionada à semelhança do que sucede com a pesca lúdica à linha, e apenas interdita onde todas as outras artes de pesca também o sejam.
Os signatários entendem que o mar português é de todos os portugueses e a sua fruição não pode pertencer apenas a alguns. Entendem e desejam uma protecção dos ecossistemas numa lógica de conformação com o usufruto ambiental. Aceitam por isso as reservas integrais mas já não podem aceitar as áreas marinhas protegidas onde todos podem pescar, com excepção apenas daqueles que, paradoxalmente, são os que menos pescam e os mais sustentáveis ambientalmente – os pescadores lúdicos submarinos.
Há que distinguir a verdadeira protecção ambiental, dos interesses que nada têm a ver com ela!...
Os signatários "
Friday, February 26, 2010
Thursday, February 11, 2010
Wednesday, November 4, 2009
Wednesday, August 19, 2009
Friday, August 14, 2009
My European Political Ideologies test
Meus resultados do European Political Ideologies test:
#1 is: You are an ecologist or green. You believe that the single greatest challenge of our time is the threat to our natural environment, and you feel that radical action must be taken to protect it - whether in the enlightened self-interest of humanity (in the tradition of 'shallow ecologism') or, more radically, from the perspective of the ecosystem as a whole, without treating humans as the central species (deep ecologism).
#2 is: You are an anarcho-communist, aiming for a society without the state, based on small, decentralised groups living communally.
#3 is: You are a social democrat. Like other socialists, you believe in a more economically equal society - but you have jettisoned any belief in the idea of the planned economy. You believe in a mixed economy, where the state provides certain key services and where the productivity of the market is harnessed for the good of society as a whole. Many social democrats are hard to distinguish from social liberals, and they share a tolerant social outlook.
#4 is: You are a social liberal. Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.
#5 is: You are a classical socialist, believing in equality of outcome as a principle. This might mean greater equality (e.g. Old Labour), or as close to absolute equality as possible. However, you will believe in an extensive public sector, covering not just public services (transport, healthcare etc.) but probably also the 'commanding heights' of industry (e.g. iron and steel). Your views on personal morality will be reasonably tolerant, in general, but there is considerable variation within this political group.
#6 is: You adhere to the Third Way. The Third Way is a fairly nebulous concept, but it rests on the idea of combining economic efficiency - i.e. a market economy with some intervention - with social responsibility. The focus is emphatically on the community as a whole, and not necessarily equality per se. Adherents of the Third Way range from moderate to conservative in their social views, and have recently been willing to take a "tough" line on a range of social issues.
#7 is: You are a communist. You believe, at least in theory, in absolute equality of income - and you oppose the whole capitalist system per se. You want to abolish the market economy and replace it with one in which the workers (usually meaning the state) control the building blocks of the economy. Your views on personal morality will vary; traditional communists tended to be more authoritarian, while modern "eurocommunists" tend to take a liberal line.
#8 is: You are a market liberal. You adhere to the traditional liberal belief in freedom, and take this to mean negative rather than positive freedom - i.e. a slimmed-down state is the best guarantor of freedom. You will therefore support a laissez-faire economic policy, and you will be reasonably tolerant on the social front - though less emphatically so than social liberals.
#9 is: You are a Christian democrat - or, in the UK, a "One Nation conservative"; in other words, although you share the usual conservative belief in stability and duty, you believe that such duties include a responsibility on the part of the better-off to help those who are less fortunate. You will be socially conservative, but in favour of a mixed economy where the state does have a role in providing public services. Christian democracy arose after World War II, succeeding more doctrinaire Catholic parties dating from the 1870s.
#10 is: You are an anarcho-capitalist. Anarcho-capitalists take the Jeffersonian belief that "that government is best which governs least", and extend it - "that government is best which governs not at all". The theory of anarcho-capitalism is that the market can replace the state as a regulator of individual behaviour (resulting in private courts, private policing etc.).
#11 is: You are a fascist. You combine a strong belief in the nation with authoritarian social values, and a willingness to impose your views upon others. You strongly oppose immigration, and are willing to take radical action to combat it.
#12 is: You are a libertarian conservative. You hold that the free market is the best way of organising economic activity, but you combine this with adherence to more traditional social values of authority and duty.
#1 is: You are an ecologist or green. You believe that the single greatest challenge of our time is the threat to our natural environment, and you feel that radical action must be taken to protect it - whether in the enlightened self-interest of humanity (in the tradition of 'shallow ecologism') or, more radically, from the perspective of the ecosystem as a whole, without treating humans as the central species (deep ecologism).
#2 is: You are an anarcho-communist, aiming for a society without the state, based on small, decentralised groups living communally.
#3 is: You are a social democrat. Like other socialists, you believe in a more economically equal society - but you have jettisoned any belief in the idea of the planned economy. You believe in a mixed economy, where the state provides certain key services and where the productivity of the market is harnessed for the good of society as a whole. Many social democrats are hard to distinguish from social liberals, and they share a tolerant social outlook.
#4 is: You are a social liberal. Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.
#5 is: You are a classical socialist, believing in equality of outcome as a principle. This might mean greater equality (e.g. Old Labour), or as close to absolute equality as possible. However, you will believe in an extensive public sector, covering not just public services (transport, healthcare etc.) but probably also the 'commanding heights' of industry (e.g. iron and steel). Your views on personal morality will be reasonably tolerant, in general, but there is considerable variation within this political group.
#6 is: You adhere to the Third Way. The Third Way is a fairly nebulous concept, but it rests on the idea of combining economic efficiency - i.e. a market economy with some intervention - with social responsibility. The focus is emphatically on the community as a whole, and not necessarily equality per se. Adherents of the Third Way range from moderate to conservative in their social views, and have recently been willing to take a "tough" line on a range of social issues.
#7 is: You are a communist. You believe, at least in theory, in absolute equality of income - and you oppose the whole capitalist system per se. You want to abolish the market economy and replace it with one in which the workers (usually meaning the state) control the building blocks of the economy. Your views on personal morality will vary; traditional communists tended to be more authoritarian, while modern "eurocommunists" tend to take a liberal line.
#8 is: You are a market liberal. You adhere to the traditional liberal belief in freedom, and take this to mean negative rather than positive freedom - i.e. a slimmed-down state is the best guarantor of freedom. You will therefore support a laissez-faire economic policy, and you will be reasonably tolerant on the social front - though less emphatically so than social liberals.
#9 is: You are a Christian democrat - or, in the UK, a "One Nation conservative"; in other words, although you share the usual conservative belief in stability and duty, you believe that such duties include a responsibility on the part of the better-off to help those who are less fortunate. You will be socially conservative, but in favour of a mixed economy where the state does have a role in providing public services. Christian democracy arose after World War II, succeeding more doctrinaire Catholic parties dating from the 1870s.
#10 is: You are an anarcho-capitalist. Anarcho-capitalists take the Jeffersonian belief that "that government is best which governs least", and extend it - "that government is best which governs not at all". The theory of anarcho-capitalism is that the market can replace the state as a regulator of individual behaviour (resulting in private courts, private policing etc.).
#11 is: You are a fascist. You combine a strong belief in the nation with authoritarian social values, and a willingness to impose your views upon others. You strongly oppose immigration, and are willing to take radical action to combat it.
#12 is: You are a libertarian conservative. You hold that the free market is the best way of organising economic activity, but you combine this with adherence to more traditional social values of authority and duty.
Wednesday, May 27, 2009
Wednesday, March 4, 2009
Sobre a crise
Esta foi uma história que acabo de ouvir na rádio:
"Um senhor, dono de um restaurante algures neste país, face ao sucesso que a casa apresentava pensa um dia fazer obras de alargamento da sala de refeições.
Vai pensando no caso e cada vez se convence mais que tem de fazer essas obras de ampliacção, pois o negócio vai muito bem com gente a vir de longe para disfrutar das suas excelentes refeições.
O senhor tem um filho, a estudar na melhor universidade americana de economia. Quando nas férias de verão o filho vem a Portugal, o pai fala-lhe no projecto de ampliação com grande entusiasmo, ao que o filho replica:
-Mas oh pai, então o senhor não vê as noticias? Não vê toda esta crise que vai pelo mundo fora? Um investimento dessa evergadura nesta altura é um grande risco. O que é preciso é poupar.
Ora como é natural o senhor ficou preocupado com as palavras do filho... afinal o rapaz está em contacto com as maiores sumidades mundiais da economia e com certeza estará mais ciente destas questões do que ele um simples trabalhador que nem tinha ainda percebido a dimensão da crise.
O filho parte de regresso aos estudos no final do verão e o senhor vai ficando cada vez mais preocupado com a crise mundial, ao ponto de finalmente desistir do investimento de ampliação do restaurante.
Mais, ele começou a pensar que realmente o melhor a fazer seria poupar. Mas poupar onde? Ora, primeiro foram os ingrediantes usuais que foram sacrificados por outros mais baratos e de menor qualidade. Depois achoupor bem que dada a crise, seria necessário efectuar cortes no número de empregados... naturalmente a qualidade não só das refeições como do serviço sofreu uma diminuição... ao fonto de levar o restaurante à falência.
Conclusão do senhor:
-Ora realmente isto vai cá uma crise! Bem que o meu filho avisou!"
Cada um que daqui tire as ilações que entender
"Um senhor, dono de um restaurante algures neste país, face ao sucesso que a casa apresentava pensa um dia fazer obras de alargamento da sala de refeições.
Vai pensando no caso e cada vez se convence mais que tem de fazer essas obras de ampliacção, pois o negócio vai muito bem com gente a vir de longe para disfrutar das suas excelentes refeições.
O senhor tem um filho, a estudar na melhor universidade americana de economia. Quando nas férias de verão o filho vem a Portugal, o pai fala-lhe no projecto de ampliação com grande entusiasmo, ao que o filho replica:
-Mas oh pai, então o senhor não vê as noticias? Não vê toda esta crise que vai pelo mundo fora? Um investimento dessa evergadura nesta altura é um grande risco. O que é preciso é poupar.
Ora como é natural o senhor ficou preocupado com as palavras do filho... afinal o rapaz está em contacto com as maiores sumidades mundiais da economia e com certeza estará mais ciente destas questões do que ele um simples trabalhador que nem tinha ainda percebido a dimensão da crise.
O filho parte de regresso aos estudos no final do verão e o senhor vai ficando cada vez mais preocupado com a crise mundial, ao ponto de finalmente desistir do investimento de ampliação do restaurante.
Mais, ele começou a pensar que realmente o melhor a fazer seria poupar. Mas poupar onde? Ora, primeiro foram os ingrediantes usuais que foram sacrificados por outros mais baratos e de menor qualidade. Depois achoupor bem que dada a crise, seria necessário efectuar cortes no número de empregados... naturalmente a qualidade não só das refeições como do serviço sofreu uma diminuição... ao fonto de levar o restaurante à falência.
Conclusão do senhor:
-Ora realmente isto vai cá uma crise! Bem que o meu filho avisou!"
Cada um que daqui tire as ilações que entender
Monday, November 10, 2008
O tempo das pessoas
"Quanto mais produtivas são as pessoas, e mais importante o seu trabalho, mais os outros esperam ter acesso ao seu tempo. Que as pessoas queriam ter acesso ao seu tempo não admira, mas admira que elas contem com isso. O tempo dos outros é muita vez considerado como um bem gratuito, não como o seu recurso mais valioso. Para as pessoas produtivas, o tempo escasseia sempre e não é renovável. Pedidos de concessão de tempo que são razoáveis quando considerados separadamente, montam em muitos casos a mais tempo do que o concessor tem disponível quando são adicionados. No entanto, nunca vi nada que enfurecesse mais as pessoas do que uma recusa a um pedido de concessão de tempo, e a sua fúria é, regra geral, inversamente proporcional ao valor que atribuem ao seu próprio tempo."
Russel L. Ackoff in Fábulas de Ackoff
Russel L. Ackoff in Fábulas de Ackoff
Saturday, November 8, 2008
Respeito
"O respeito deve basear-se nos actos da pessoa, e não em qualquer outra característica"
Russel L. Ackoff in Fábulas de Ackoff
Russel L. Ackoff in Fábulas de Ackoff
Thursday, July 3, 2008
Parlons!
"Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice."
Émile Zola
Émile Zola
Thursday, June 5, 2008
Friday, April 25, 2008
Wednesday, March 26, 2008
Sono, Retrovisor e Faixa central
Sono - Já muito foi dito e redito sobre o conduzir com sono ou em estado de cansaço, não mere a pena alongar aqui o tema... apenas dizer que há que ter mesmo muita atençãoa este factor sempre que nos façamos à estrada, mesmo que a viagem não seja longa
Retrovisor - Os espelhos retrovisores são preciosas ajudas à condução e essenciais para uma boa segurança, nossa e dos outros, pois são eles que nos permitem ver o que se passa atrás de nós. Não esquecer no entanto que a sua utilização deve ser tão rápida quanto possivel, não é para se ficar a admirar o que se passa na nossa retaguarda e "esquecer" o que acontece à nossa frente.
Faixa central - O código da estrada é bem claro na recomendação de circulação pela via mais à direita da faixa de rodagem, no entanto é sobejamente conhecido o hábito que muitos condutores têm de em vias de trânsito com três faixas de rodagem num mesmo sentido, circularem na faixa central, quando não mesmo na mais à esquerda... e isto mesmo não havendo tráfego que o justifique, para não falar mesmo daquelas ocasiões em que não há mesmo mais ninguém a transitar nas proximidades
Ora e vem isto agora a propósito de quê? Vem a propósito que ontem quando regressava a cassa, e aqui faço desde já um mea culpa, pois já era tardito e devia ter tido mais cuidado. Mas o facto é que a subir a N117, via com 3 faixas de rodagem, verifico que o carro atrás de mim se preparava para ultrapassar, sinalizando adequadamente a sua manobra com o pisca à esquerda... eu circulava pela faixa do meio, é um facto, mas também porque mais acima ia uma outra viatura, e portanto pretendia passa-la. Mas eis que perdi alguns instantes a olhar pelo retrovisor, e quando foco o olhar à minha frente, não é que o carro à minha frente estava também na mesma faixa que eu, e isto sem haver mais qualquer veículo na via... apenas tive o tempo de reacção para virar à direita e passá-lo desta forma, pois que pela esquerda já o outro veículo estaria a par de mim, não o via no entanto por se encontrar no ângulo morto. Mas porque raios as pessoas hão-de achar que a estrada é a sua passerelle privada e circula a meio das vias, ainda por cima quase paradas... não estou a dizer que se tivesse acontecido alguma coisa, eu estaria totalmente isento de responsabilidade, pois atardei-me a olhar pelo retrovisor, e isto por me encontrar num estado de algum sono que nem me tinha propriamente apercebido, e que fez com que os pensamentos vagueassem sem rumo... não pode ser!!! Muita atenção ao fazer à estrada de noite... ainda para mais quando há individuos que independentemente do resto não sabem mesmo o que é circular na via pública.!!! Irra que susto!!!! Fica aqui o desabafo...
Retrovisor - Os espelhos retrovisores são preciosas ajudas à condução e essenciais para uma boa segurança, nossa e dos outros, pois são eles que nos permitem ver o que se passa atrás de nós. Não esquecer no entanto que a sua utilização deve ser tão rápida quanto possivel, não é para se ficar a admirar o que se passa na nossa retaguarda e "esquecer" o que acontece à nossa frente.
Faixa central - O código da estrada é bem claro na recomendação de circulação pela via mais à direita da faixa de rodagem, no entanto é sobejamente conhecido o hábito que muitos condutores têm de em vias de trânsito com três faixas de rodagem num mesmo sentido, circularem na faixa central, quando não mesmo na mais à esquerda... e isto mesmo não havendo tráfego que o justifique, para não falar mesmo daquelas ocasiões em que não há mesmo mais ninguém a transitar nas proximidades
Ora e vem isto agora a propósito de quê? Vem a propósito que ontem quando regressava a cassa, e aqui faço desde já um mea culpa, pois já era tardito e devia ter tido mais cuidado. Mas o facto é que a subir a N117, via com 3 faixas de rodagem, verifico que o carro atrás de mim se preparava para ultrapassar, sinalizando adequadamente a sua manobra com o pisca à esquerda... eu circulava pela faixa do meio, é um facto, mas também porque mais acima ia uma outra viatura, e portanto pretendia passa-la. Mas eis que perdi alguns instantes a olhar pelo retrovisor, e quando foco o olhar à minha frente, não é que o carro à minha frente estava também na mesma faixa que eu, e isto sem haver mais qualquer veículo na via... apenas tive o tempo de reacção para virar à direita e passá-lo desta forma, pois que pela esquerda já o outro veículo estaria a par de mim, não o via no entanto por se encontrar no ângulo morto. Mas porque raios as pessoas hão-de achar que a estrada é a sua passerelle privada e circula a meio das vias, ainda por cima quase paradas... não estou a dizer que se tivesse acontecido alguma coisa, eu estaria totalmente isento de responsabilidade, pois atardei-me a olhar pelo retrovisor, e isto por me encontrar num estado de algum sono que nem me tinha propriamente apercebido, e que fez com que os pensamentos vagueassem sem rumo... não pode ser!!! Muita atenção ao fazer à estrada de noite... ainda para mais quando há individuos que independentemente do resto não sabem mesmo o que é circular na via pública.!!! Irra que susto!!!! Fica aqui o desabafo...
Wednesday, December 26, 2007
O Dever Para Nós Próprios
"Influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente."
Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"
Via Pérolas da Neura
Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"
Via Pérolas da Neura
Monday, July 30, 2007
Goodness
"If people are good only because they fear punishment, and hope for reward, then we are a sorry lot indeed."
Albert Einstein
Albert Einstein
Friday, July 27, 2007
Subscribe to:
Posts (Atom)

